domingo, 21 de fevereiro de 2010

Remédio contra câncer de mama reduz mioma, indica pesquisa do HC

Eu estava navegando na internet a procura de coisas interessantes para o blog quando observei essa notícia de 2008 achei super interessante, vou continuar a pesquisar para saber se esta pesquisa seguiu adiante.


Remédio contra câncer de mama reduz mioma, indica pesquisa

O estudo constatou a redução de até 30% do tamanho dos miomas

Uma nova perspectiva para o tratamento dos miomas uterinos pode surgir de uma pesquisa do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo.

O inibidor de aromatase - medicamento complementar indicado para o combate ao câncer de mama - mostrou-se eficaz na redução dos tumores uterinos benignos.

Foram acompanhadas 20 mulheres, entre 35 e 45 anos, com volume uterino maior que 300 cm3. Um útero normal tem no máximo 90 cm 3. Durante 90 dias, as pacientes receberam o medicamento que inibe a ação da enzima aromatase - que transforma a testosterona em estrogênio e hormônio responsável pelo crescimento do mioma.

O estudo constatou, nas pacientes tratadas com o inibidor de aromatase, a redução de até 30% do tamanho dos miomas.

Pelo tamanho dos tumores encontrados, essas mulheres eram candidatas à histerectomia - procedimento cirúrgico para a retirada do útero, diz o médico Nilo Bozzini, coordenador do Laboratório de Mioma Uterino do HC.

Após o tratamento, o volume dos miomas voltou a crescer, mas a retirada do útero não foi mais necessária. “No HC, recebemos casos em que a histerectomia é necessária, mas muitas vezes são pacientes jovens que ainda querem ter filhos”, diz Bozzini.

Os medicamentos utilizados hoje para o tratamento dos miomas induzem a um estado de menopausa “transitória”. Isso causa desconfortos característicos dessa fase, como o surgimento de ondas de calor, secura vaginal, irritabilidade, dores nas articulações e insônia.

De acordo com os resultados preliminares do estudo do HC, o tratamento com inibidor de aromatase não apresentou esses sintomas, o que anima os médicos quanto à utilização futura do medicamento.

Bozzini ressalta que nenhuma medicação existe como única alternativa para esse tipo de tratamento e, certamente, o inibidor de aromatase não vai fugir à regra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

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