quarta-feira, 7 de março de 2012

Novidades no tratamento de endometriose retovaginal

Durante o último encontro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, nova a diretoria da entidade defendeu a necessidade da ampliação de estudos e pesquisas sobre a endometriose. Segundo o presidente da entidade, "a endometriose é uma doença que atrapalha o estilo de vida de diversas mulheres no mundo todo. É um desafio encontrar o melhor método para tratá-la. São necessários muitos estudos visando atualizar o conhecimento dos ginecologistas sobre os tratamentos existentes e as novas possibilidades terapêuticas".

Um dos estudos apresentados sobre a endometriose, durante o evento americano, revelou que a terapia hormonal parece reduzir o tamanho dos nódulos da endometriose retovaginal.

Em um estudo prospectivo, pesquisadores italianos descobriram que diversas terapias hormonais administradas por um ano foram eficazes em diminuir o volume, em aproximadamente 24%, dos nódulos de endometriose infiltrados no reto, em 41, das 46 pacientes incluídas no estudo.

Os nódulos das pacientes foram avaliados por exames de imagem no início do estudo. Os resultados foram comparados com medições realizadas seis meses e 12 meses, após o início da terapia hormonal.

No início do estudo, o volume médio do nódulo de endometriose foi 4,3 cm3. Após seis meses de tratamento, o volume do nódulo nos grupos de pacientes recebendo acetato de noretisterona triptorelina, tibolona, acetato de noretisterona e letrozol foi reduzido. Para as pacientes que tomavam anticoncepcionais orais ou desogestrel não houve redução no tamanho dos nódulos, após seis meses.

Como conclusão, após 12 meses de tratamento, o volume de nódulos foi significativamente reduzido, uma média de 24%, em todos os grupos de tratamento. Não houve diferença significativa na redução do volume de nódulos em função do tipo de tratamento hormonal administrado.

Este foi o primeiro estudo a demonstrar que a administração de terapias hormonais, por um ano, reduz significativamente o volume de nódulos da endometriose retovaginal.

Fonte:http://www.renatokalil.com.br/ginecologia/novidades-no-tratamento-da-endometriose-retovaginal.aspx

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