terça-feira, 16 de julho de 2013

Cura espontânea de tumores

Achei muito bacana este estudo que nos mostra que uma cura espontânea é possível.
fonte: http://br.noticias.yahoo.com/curas-espont%C3%A2neas--como-elas-acontecem--143148888.html?page=1

Curas espontâneas, como elas acontecem?
Sem remédios, cirurgias nem tratamentos, e em alguns casos inclusive sem explicação. Assim algumas doenças são curadas, aliviadas, melhoram ou desaparecem, ou então alguns de seus sintomas e lesões, de forma natural, abrindo novos caminhos de investigação para a medicina e novas esperanças para os pacientes.

Embora tenham sido relatados casos de câncer de pele e de rim que sumiram e de neuroblastoma, um tumor infantil pouco usual, que desapareceram sem serem tratados, a maioria dos casos de câncer que desaparecem sozinhos, no que se conhece como cura espontânea, é considerada "uma raridade clínica", segundo de “The New York Times'” (NYT).

O jornal americano repercutiu um estudo realizado na Noruega e publicado em “The Archives of Internal Medicine”, que sugere que inclusive o câncer de mama invasivo, em algumas ocasiões, poderia desaparecer sem tratamento e em uma quantidade significativa de pacientes.

Neste estudo, comandado pelos médicos H. Gilbert Welch, Per-Henrik Zahl e Jan Maehlen, foram comparados dois grupos de mulheres de entre 50 e 64 anos de idade, em dois períodos de seis anos consecutivos cada um.

Em um dos grupos havia 109.784 mulheres, que foram estudadas entre 1992 e 1997 e as quais fizeram uma só mamografia; no outro havia 119.472, que foram analisadas entre 1996 e 2001 e que fizeram uma mamografia a cada dois anos.

Tumores em retrocesso
Segundo os pesquisadores, o resultado esperado era que em ambos os grupos se tivessem detectado quantidades similares de cânceres de mama, seja no final ou durante os períodos de estudo.

Mas ficou comprovado que no grupo que fez mamografia regularmente 1909 mulheres tinham sido diagnosticadas com câncer de mama invasivo em seis anos, e no grupo submetido a uma só mamografia houve 1564 mulheres com o mesmo diagnóstico no mesmo lapso de tempo.

Embora haja outras explicações para este fenômeno, para o médico Welch, da Escola de Medicina Geisel em Dartmouth (EUA), a explicação mais provável é que "algumas mulheres têm um tumor em um momento de sua vida e depois não o têm", ou seja, que seus tumores desapareceram.

Embora alguns especialistas rejeitem ou desprezem a ideia de uma cura espontânea, outros profissionais como o médico Robert M. Kaplan, da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), expressou seu interesse sobre este estudo.

"Se outras pesquisas confirmarem estes resultados, em um futuro poderia ser possível que algumas mulheres optassem pela denominada "observação ou tratamento expectante", que inclui o controle periódico do tumor mamário para comprovar se ele cresce", declarou Kaplan ao “NYT”.

Por sua vez, uma equipe espanhola averiguou o motivo de alguns tumores desaparecerem totalmente ou seu tamanho se reduzir notavelmente, sem nenhuma intervenção terapêutica convencional, e suas conclusões foram publicadas nas revistas científicas “European Journal of Gastroenterology & Hepatology” e “Digestive Disease Sciences”.

Os autores revisaram os casos de regressões espontâneas (totais ou parciais e não atribuíveis à cirurgia ou tratamento oncológico) de tumores, compilados na literatura médica entre 1978 e 2007, constatando que é um fenômeno mais comum nos hepato-carcinomas (cânceres de fígado) que em outros tumores e que estes casos são mais frequentes do que se acreditava.

Segundo o hepatologista Bruno Sangro, da Clínica Universitária de Navarra (Espanha), coordenador deste trabalho, calcula-se que a regressão parcial ocorre entre dois e quatro casos de cada mil, e que de 1% a 2% dos pacientes podem experimentar algum tipo de regressão, na qual o tumor encolhe ou diminui.

Segundo os autores deste estudo, nas regressões poderiam intervir fatores imunológicos, que permitem que o paciente desenvolva uma potente resposta defensiva contra a doença e o ritmo de crescimento do tumor, já que quando este cresce rápido demais, não lhe dá tempo para tecer uma rede de vasos sanguíneos eficaz o bastante para nutri-lo.


Diabetes "de ida e volta"
Embora não possa ser considerada estritamente uma cura espontânea, um novo estudo dirigido pelo médico Edward Gregg, dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, em inglês), demonstrou que embora a regressão do diabetes seja muito pouco frequente seria possível consegui-la mudando o estilo de vida.

Nesta pesquisa, uma em cada nove pessoas com diabetes conseguiu recuperar seu nível normal ou "pré-diabético" de açúcar no sangue, após seguir um programa no qual os participantes ingeriam entre 1.200 e 1.800 calorias diárias e praticavam atividade física pelo menos três horas por semana.

Depois de um ano, 11,5% dos participantes conseguiu uma redução do diabetes, pelo menos parcial, ou seja, que seus níveis de glicose no sangue se normalizassem sem que tomassem remédios. No grupo de controle, que não seguiu um programa intensivo de dieta e exercício, as reduções ocorreram em apenas 2% dos casos.

"Acredita-se que depois que o diabetes aparece, não há volta, nem redução nem cura, mas mudar para uma dieta saudável, um estilo de vida ativo e com controle do peso, facilita o manejo da doença e poderia ajudar a suspender a medicação e reduzir o risco de complicações", segundo Gregg, autor principal do estudo.

Por outro lado, algumas crianças menores de cinco anos diagnosticados de algum transtorno do espectro autista (TEA) perdem os sintomas, ao se tornarem maiores, segundo uma pesquisa financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, em inglês) e comandada pela médica Deborah Fein, da Universidade de Connecticut-Storrs.

Esse estudo foi feito com 34 crianças e adolescentes que receberam um diagnóstico precoce de autismo e agora não apresentam sintomas, 44 com características autistas muito acentuadas, como a incapacidade emocional e atraso na aprendizagem, e outras 34 com um desenvolvimento normal do TEA, todas elas de entre oito e 21 anos de idade.

Apesar deste estudo não apresentar informação sobre a porcentagem de crianças diagnosticadas com autismo que poderiam perder os sintomas, segundo seus autores ele pode ajudar a esclarecer se as mudanças nas crianças assintomáticas se devem a uma normalização de sua função cerebral ou se seus cérebros foram capazes de compensar as dificuldades relacionadas a este problema.

"Embora normalmente o diagnóstico do transtorno do espectro autista não desapareça com o tempo, as conclusões obtidas neste relatório indicam que existe uma pequena porcentagem de casos em que se consegue superar este problema", segundo o diretor do NIMH, Thomas R. Insel.

















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